Documentos essenciais
Entre papéis e direitos
No processo de investigação ou diagnóstico do autismo, é normal se sentir perdido entre tantos documentos, nomes e termos técnicos. Mas você não precisa enfrentar isso sozinho(a).
Criamos este guia para explicar, de forma simples e direta, o que é cada documento, para que serve e quando ele é necessário. Assim, você pode entender com clareza cada etapa e se organizar com mais tranquilidade.




Onde estamos?
O CID (Classificação Internacional de Doenças) é um código usado pelos profissionais de saúde para registrar diagnósticos.
No caso do autismo, o mais comum é o CID F84.0, mas existem variações dentro do espectro.
Ele não é diagnóstico por si só, é apenas a forma oficial de registrar.
O laudo é um documento técnico, assinado por médicos (como neuropediatras ou psiquiatras), que confirma um diagnóstico.
Ele apresenta:
avaliação clínica,
justificativa,
CID correspondente,
recomendações iniciais.
É essencial para direitos, benefícios, acompanhamento escolar e terapias.
O parecer é uma avaliação técnica não conclusiva, geralmente emitida por profissionais como psicólogos, fonoaudiólogos ou terapeutas ocupacionais.
Ele não fecha diagnóstico, mas descreve comportamentos, dificuldades, habilidades e recomendações.
Serve como apoio ao médico e orientação às famílias.
A devolutiva é uma reunião (às vezes acompanhada de um documento) em que os profissionais explicam os resultados das avaliações e orientam a família sobre os próximos passos.
É um momento importante para tirar dúvidas e receber encaminhamentos.
Pode ser substituído ou complementado pelo PDI – Plano de Desenvolvimento Individual.
Planejamento pedagógico adaptado às necessidades da criança na escola. Foca mais em habilidades sociais, emocionais e cognitivas.
Registro do que é feito no contraturno ou apoio educacional.
Descrição da rotina, habilidades e dificuldades dentro da escola.
Usado por médicos e terapeutas para alinhamento.
Algumas escolas utilizam este documento para organizar adaptações específicas.
Somos únicos!
Vale lembrar que nem todas as pessoas precisarão de todos os documentos, protocolos ou etapas listados aqui. Cada caso é único.
O neurologista ou psiquiatra é quem poderá orientar corretamente sobre as questões de saúde, avaliações e terapias necessárias.
Da mesma forma, no ambiente escolar, o professor do AEE é o seu principal ponto de referência para entender direitos, adaptações e acompanhamentos pedagógicos.
Nosso objetivo é apenas ajudar você a compreender o caminho — sempre respeitando que cada jornada é individual e guiada pelos profissionais responsáveis.




Conte conosco!
Se você precisar de ajuda para entender ou organizar seus documentos, entre em contato conosco. Nossa equipe está pronta para orientar cada família com carinho e clareza.